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Crítica Velozes e Furiosos 9
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Crítica | ‘Velozes e Furiosos 9’ leva Vin Diesel para outro patamar

Por Alvaro Tallarico
Última Atualização 30 de março de 2023
4 Min Leitura
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Velozes e Furiosos 9 (F9) é o nono capítulo de uma saga que perdura há quase duas décadas e ganhou mais de US$ 5 bilhões em todo o mundo. Em verdade, lembro quando vi o primeiro e realmente era bom, como um Caçadores de Emoção (Point Break, 1991) para uma nova geração. Na época, Dom Toretto (Vin Diesel) e Brian (Paul Walker) viravam amigos e viviam aventuras em carros potentes e corridas clandestinas. Porém, sem o exagero de computação gráfica que viria em seguida, nos outros filmes.

Vin Diesel virou astro com seu carisma, que segue intacto, assim como sua falta de habilidade para atuar. Além disso, o sucesso de Velozes e Furiosos foi tão grande que afetou o mundo real e ali começou com força a moda de carros tunados, ou seja, cheio de coisas diferentes, enfeites, mudanças em busca de mais estilo e potência.

Velozes e Furiosos 9 tem o retorno de Justin Lin, mesmo diretor do terceiro, quarto, quinto e sexto filme da franquia. Não tem o sabor do primeiro. Dessa vez, a ação percorre diversos lugares do mundo como Londres, Tóquio, Edimburgo, Azerbaijão, Geórgia, e outros. A princípio, Dom Toretto procura uma vida tranquila fora das pistas com Letty e seu filho Brian. Até que aparece um irmão Dom, Jakob (John Cena, de “O Esquadrão Suicida”). O final do filme acaba homenageando o primeiro, lá atrás, mas, tirando isso, não dá para comparar.

Outro patamar?

Vin Diesel chega em outro patamar porque Dom Toretto parece realmente ter superpoderes. Mas não somente ele. Toda sua equipe parece invencível e o filme brinca com isso. Isso é uma das virtudes desse novo capítulo da saga, eles chegaram a um ponto de não se levar a sério. O objetivo é ação frenética. Parece também, de certa forma, uma marvelização da franquia com uma expansão de universo e muita computação gráfica, o que incomoda.

Sem titubear, o filme ainda traz o elenco clássico da série. Temos Michelle Rodriguez como a principal figura feminina, mas ainda muito coadjuvante. Em seguida, a dupla responsável pelos momentos mais cômicos Tyrese Gibson e Chris “Ludacris” Bridges. Eles passam por situações extremamente inusitadas, inesperadas e surrealmente inacreditáveis.

Charlize Theron aparece como a vilã Cipher e é tão boa atriz que quase dá credibilidade para a personagem que fica meio perdida no meio da história. Hellen Mirren também faz uma rápida e divertida participação. Ao lado de Vin Diesel, a canastrice do ator fica ainda mais evidente.

É um filme para ser blockbuster, para ver explosões e carros voando, situações impossíveis. E funciona para o que deseja oferecer. Há pouco tempo vi outro filme com essa pegada, Mortal Kombat, e não funcionou. Sendo assim, Velozes e Furiosos 9 diverte e consegue entreter em suas mais de duas horas aqueles que querem somente se desligar de tudo o mais e não se incomodam com cenas improváveis. Outros certamente se cansarão e ficarão entediados.

Por fim, Jordana Brewster, Nathalie Emmanuel e Sung Kang também participam do longa. Ainda por cima tem a vencedora do Grammy, Cardi B, como Leysa, uma nova personagem do passado de Toretto. Saiba mais em http://www.velozesefuriososfilme.com.br/

Afinal, se liga no trailer:

Ademais, veja mais:

Aliás, conheça A Incrível História da Ilha das Rosas na Netflix, vida real e a Ilha das Flores
Crítica | O Sequestro de Daniel Rye
Crítica | Unidas Pela Esperança

Por fim, veja o curta “Na Beira”:

 
Tags:crítica novo velozes e furiososcrítica velozes e furiosos 9resenha velozes e furiosos 9
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Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ.

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