Friday, September 18, 2020

A Indústria da Cura | Série mostra medicinas alternativas e desconfiança

A Indústria da Cura. A nova série da Netflix chega em um momento onde estamos tentando fabricar uma vacina para a pandemia do Covid-19, e com muitos medicamentos sendo validados por pessoas que não são médicos e nem estudaram para isso. Sua discussão vai girar em torno de tratamentos alternativos que vão desde óleo e jejum, até a ayahuasca. Inclusive, tentando alegar que podem ser esquemas milionários, porém se isentam colocando no começo que o documentário é apenas para fins de entretenimento. Aliás, fiquei intrigado em como isso seria feito, já que fica em cima do muro enquanto documentário real e apenas para entretenimento, precisamos ver com responsabilidade.

Vi o primeiro episódio, que é sobre óleos essenciais, que fica na linha entre um possível efeito placebo perante os óleos, algo que se torna uma ideologia para as pessoas que acreditam ou uma realidade comprovada de forma científica. Em 20 minutos assistidos eu já estava procurando sobre os óleos e se eles teriam comprovação. A princípio não achei algo que comprove cientificamente. Enquanto isso o “DR. Z” falando dos óleos como se fosse uma espécie de religião, e consequentemente ganhando muito dinheiro com algo que não tem comprovação e pode apenas enganar pessoas, isso é muito cruel.

PNL e gatilhos mentais

Como estudante de marketing , eu sei exatamente os gatilhos mentais e a PNL que as pessoas usam e como elas podem te fazer sentir o que elas querem que você sinta. E também como vender algo manipulando esses sentimentos é feito normalmente de forma sutil, mas não no marketing multinível, não aqui. Existem várias empresas que utilizam isso de uma forma totalmente pastoral, ou como eles disseram no próprio episódio, usam um showman para puxar as pessoas a algo que vira muito mais que apenas um cliente, mas um divulgador, vendedor e que usa do que está vendendo para se tornar um modo de vida.

Acredito que a série cumpriu o seu propósito quando eu abri uma outra aba para procurar sobre. Ou seja, é bom que gera dúvida para que você pesquise mais, ou realmente procure um médico ou alguém que estuda aquilo. Sempre me faz pensar que é o melhor caminho e o que devemos propor e procurar alguém que realmente é especializado no assunto que queremos saber. Afinal, a série mostra para as pessoas que elas não devem confiar sempre na primeira impressão e às vezes nem nas primeiras palavras, desconfie SEMPRE!

A série tem seis episódios, bem curtinha e se você se interessa por algum tipo de medicina alternativa deveria ver esse documentário, pode ser bem interessante.

Ademais, confira uma conversa sobre Ayahuasca:

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7 Comments

  • Nick Ikite
    Nick Ikite

    Olá Sergio Menezes, achei bacana a sua crítica sobre o documentário.
    Vi que você também escreveu que em 20 minutos do primeiro epsódio, você foi buscar sobre os Óleos Essenciais e suas comprovações.
    Bem uma dica super importante, busque em sites que tenham credibilidade e pesquisas, como o do Robert Tisserand, que é conhecido como o pai da Aromaterapia atual.
    Leia o livro dele “Essential Oil Safety”…
    É lógico que tem coisas que foram faladas que estão totalmente erradas, uma delas é sobre a ingestão dos óleos essencias, quando se estuda a fundo as propriedades de cada óleo, fica claro que NUNCA deve ser ingerido.
    E o que deixaram de falar é que existem Óleos Essenciais que são CONTRAINDICADOS.
    E sim, infelizmente essas duas empresas que foram faladas, só querem lucram.
    E como você disse: “é bom que gera dúvida para que você pesquise mais”.
    Quando buscamos, estudamos, pesquisamos e aprendemos, fica dificil ser enganados.
    Mesmo se tratando de um esquema de pirâmide e marketing multinível.

    Que Deus abeçoe seu dia.
    E fique na paz.

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    • Sérgio Menezes
      Sérgio Menezes

      Obrigado pelo seu comentário Nick, adorei a dica e com certeza vou buscar mais sobre. um abraço.

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    • Sergio Menezes
      Sergio Menezes

      Obrigado pelo seu comentário Nick, adorei a dica e com certeza vou buscar mais sobre. um abraço.

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    • Michele
      Michele

      Voce disse que NUNCA se deve ingerir um óleo essencial? Como assim? Voce acha mesmo que se isso fosse vdd a Anvisa no Brasil, ja nao teria proibido a doTERRA por exemplo a parar de propagar a revenda? Voce acha mesmo que ja nao a teriam dencunciado laaa em 2018 qdo ela comecou no Brasil? é preciso muito estudo sim. Por isso que estou focada em conhecimento do assunto, mas dai falar algo que nao sei é demais.

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      • Patricia
        Patricia

        Os óleos essenciais são considerados cosméticos no Brasil, essa é a categoria que ele ocupa junto a Anvisa. E se você observar os rótulos em que são vendidos, existe a frase: uso externo. Na indústria alimentícia ele pode ser usado e existem regulamentação específica, são usados como saborizantes em inúmeros produtos, de forma muito diluída e em proporções seguras para o consumo, o que essa empresa faz é recomendar a ingestão de forma irresponsável e por pessoas não capacitadas. Nunca comprei óleos Doterra, quando percebi o que está por trás do produto, minha ética e principalmente a minha preocupação com o uso banalizado dos óleos essenciais me preocupou e me preocupa muito. Acho importante o acesso de mais pessoas aos óleos essenciais mas dessa forma como está ocorrendo só prejudica a credibilidade conquistada por inumeros estudos científicos que comprovam os benefícios dos óleos essenciais e trabalho de profissionais sérios e especializados na aromaterapia. Fiquei feliz com a conscientização que o o episódio proporcionou com relação as empresas de marketing multinível, e precisamos pensar nos óleos essenciais como um tratamento sério e que necessita de orientação especializada.

  • Mariana Puga
    Mariana Puga

    Os óleos essenciais são maravilhosos, sou aromaterapeuta e o estudo a respeito não para nunca. Achei o documentario bem completo. Infelizmente temos hoje esse problema com essas 2 empresas irresponsaveis no momento, mas isso nao tira a eficacia dos óleos quando usados com responsabilidade. Na França a ingestão é feita e isso quem recomenda é o médico e não vendedor de óleo que nem deve ter passado perto de uma aula de farmacologia pra início.
    A doTerra só não foi detida ainda porque não teve interesse da Anvisa, pois registraram os produtos no Brasil burlando as leis e aproveitando brechas. Colocou o registro como produto alimenticio e nao produto estetico como se deveria, pois assim a lei brasileira exige. E quando questionados muitos vendedores dizem que a empresa nao menciona a ingestao e outros ja dizem que sim, ou seja, nao é tao aberto assim. Mas nenhum esquema de piramide sobrevive para sempre, infelizmente ate la muitos serao lesados.
    Artigos cientificos estao sendo publicados da eficacia dos oleos, a guerra nao é mais se funcionam, mas em como devem ser usados com segurança. Porque muitos tratam como milagre, como magico e nao tem nada a ver.
    A Abraroma se posicionou a respeito da ingestao. Ja foi registrada morte por ingestao no Brasil. Mas aqui ainda a Aromaterapia é um bebe recem nascido e falta regulamentar.
    https://aromaterapia.org.br/ingestao-de-oleos-essenciais-posicionamento-da-abraroma/

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  • Gisele
    Gisele

    O problema do nosso povo é não saber passar as informações e quem recebe a informação não sabe interpretar. Tanto os medicamentos farmacêuticos como qualquer outra coisa que ingerirmos em excesso, sem saber das suas contraindicações… sem prestarmos atenção que cada indivíduo é um ser único com sua bioquímica individual, PODE ser tóxico.
    E o estudo dos óleos essenciais vão muito além da aromaterapia. Indico também os vários estudos científicos que existem nos buscadores de confiança como SCIELO,… e pesquise também sobre aromatologia e aromacologia.

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