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Despachos de outro mundo
CríticaSéries

‘Despachos de Outro Mundo’ apresenta quebra-cabeças | Dispatches from Elsewhere

Por Alvaro Tallarico
Última Atualização 18 de março de 2023
3 Min Leitura
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imagem: AMC TV
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Despachos de Outro Mundo (Dispatches from Elsewhere) chega chegando com um título curioso. Quem for da Umbanda ou Candomblé já pode achar que vai entender do assunto. Nessa religiões, as oferendas feitas aos Orixás e entidades também são conhecidas como despachos. Aliás, tal palavra vem caindo em desuso nessa designação. Despacho é também um termo jurídico, tipo quando uma autoridade, em relação a um requerimento ou petição, torna um despacho deferido ou indeferido. Em inglês, dispatch é mais mandar algo ou alguém para algum lugar com um objetivo específico. Ok, mas e a série?

A série, criada e estrelada por Jason Segel (o Marshal de “How I Met Your Mother”), foca em quatro pessoas comuns que vivem vazios existenciais e acabam por cair um um grande jogo, uma charada – uma conspiração, talvez? Mas é algo que abre a cabeça deles para novas possibilidades. Inclusive, dentre esses quatro personagens principais temos André Benjamim, o Andre 3000 do grupo Outkast. Começou me lembrando da recente – e sensacional – Tales from The Loop, por utilizar um personagem importante da trama quebrando a quarta parede, ou seja, falando direto com o espectador e trazendo explicações. As aberturas de ambas são muito parecidas, e os caminhos são similares dentro de acontecimentos fantásticos, contudo, bem diferentes em seus focos e direcionamentos.

Tem um certo clima vintage (parece que isso está na moda). Uma boa surpresa é a presença de desenhos animados durante alguns episódios para exemplificar e contar estórias que complementam. São bonitos, estilosos e cada um segue um estilo distinto de animação.

Empatia

O pedido que Despachos de Outro Mundo faz, literalmente, é que nos coloquemos na pele daqueles personagens. Empatia. Uma palavra de extrema relevância que deveria ser ensinada a todos os seres humanos desde a mais tenra infância. Inclusive, Eve Lindley, atriz trans, vive Simone, e, indubitavelmente, se destaca pela sua atuação e carisma.

Afinal, não é fácil se colocar no lugar de outra pessoa, mas a tentativa já ajuda muito. Cada um tem suas frustrações, angústias e vivências únicas. Assisti alguns episódios e fiquei na dúvida o quanto tinha gostado ou não do festival de bizarrices e do jogo proposto. Resolvi despachar esse texto para quem pudesse interessar.

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Sérgio e o Buda | Crônica
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PorAlvaro Tallarico
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Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ.

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