Música Para Morrer de Amor | Sucesso nos drive-ins chega nas plataformas digitais

Música Para Morrer de Amor, dirigido por Rafael Gomes, sucesso nos drive-ins, chega agora em todo o Brasil. A partir do dia 20 de agosto está nas plataformas digitais, NOW, Vivo Play e Oi Play. Uma história urbana, intensa e sentimental sobre três jovens de vinte e poucos anos provando que na vida, assim como nas canções de amor, só os clichês são verdade. Isabela (Mayara Constantino) sofre de um coração partido por Gabriel (Ícaro Silva), Felipe (Caio Horowicz) quer desesperadamente se apaixonar. Enquanto isso, Ricardo (Victor Mendes), seu melhor amigo, está apaixonado por ele.

Segundo o diretor Rafael Gomes, Música Para Morrer de Amor é “um filme feito para corações sentimentais de todas as idades”. Possui uma narrativa contemporânea sobre amores possíveis e sexualidade. Além disso, traz a presença das canções em nossa construção emocional e, especialmente na adaptação para o cinema, a influência da tecnologia nos relacionamentos contemporâneos.

Corpos

“Nada substitui a união dos corpos. Essa é uma frase que originalmente fala sobre o teatro, uma arte presencial. Mas, curiosamente, ela fala também sobre os sentimentos todos por trás desse filme – que não por acaso veio de uma peça. Porque não importa o quanto a gente se inflame, se iluda e se rasgue idealizando amores. A paixão é sempre vivida corpo a corpo (e música a música, filme a filme, traço a traço nos mapas de nossa geografia sentimental). Quis a vida que “Música para morrer de amor” chegasse ao público justamente quando a união dos corpos não é possível. Penso que o filme pode, então, ser essa lembrança de um caloroso abraço e ao mesmo tempo essa contagem regressiva para dias em que peles, respirações e fluídos voltem a se encontrar”, declara Rafael Gomes.

O filme é baseado na peça Música Para Cortar os Pulsos, que está completando 10 anos em 2020, e recebeu o prêmio APCA de Melhor Peça Jovem. Inteiramente rodado na cidade de São Paulo, Música Para Morrer de Amor é também uma oportunidade de visitar as paisagens urbanas da cidade, que é mostrada por meio do cotidiano das personagens, como trabalho, faculdade, bares, ruas, cinemas, festas e transporte público.

Trilha Sonora

Com um título que fala por si, Música Para Morrer de Amor tem uma trilha sonora envolvente, com canções de diversas épocas e estilos. Em cena, o filme conta ainda com participações especiais de nomes conhecidos da música brasileira como Milton Nascimento, Tim Bernardes, Fafá de Belém, Clarice Falcão, Cesar Lacerda, Maria Gadu e Mauricio Pereira.

No elenco estão Denise Fraga, interpretando Berenice, mãe de Felipe, e Ícaro Silva, como Gabriel, ex-namorado de Isabela. Já o papel de Alice, avó de Isabela, fica por conta de Suely Franco. O longa é uma produção da Lacuna Filmes, a mesma de Hoje eu Quero Voltar Sozinho, que tem Diana Almeida como produtora responsável, em mais uma parceria de distribuição da Vitrine Filmes.

SOBRE A PEÇA “MÚSICA PARA CORTAR OS PULSOS”:

MÚSICA PARA CORTAR OS PULSOS é um texto que, desde sua estreia, há 10 anos, mira a comunicação com um público jovem. A montagem original da peça cumpriu cinco temporadas em São Paulo, entre os anos de 2010 e 2013, sempre com ingressos esgotados, reações entusiasmadas dos espectadores e reconhecimento crítico. Viajou ainda para outras 30 cidades, de cinco estados brasileiros, tendo vencido o prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) na categoria Melhor Peça Jovem, além do Prêmio FITA 2011 de Melhor Espetáculo e Melhor Direção.

Em 2020, o texto do espetáculo ganha reedição em ebook, pela Editora Incompleta. Inclusive, uma nova encenação está pronta para reestrear, assim que os teatros reabrirem em São Paulo. Essa remontagem, comemorativa de 10 anos, continua traçando uma geografia de afetos e sentimentos da juventude urbana contemporânea. Contudo, sendo ainda o mesmo texto, é um novo espetáculo, com novos integrantes no elenco, advindos da produção cinematográfica.

A nova versão incorpora as experiências vividas desde então por atores e dramaturgo, bem como os 10 anos de trocas com o público e o trânsito entre as diferentes mídias – além dos caminhos insondáveis sempre percorridos pelos sentimentos.

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