O turismo brasileiro ganhou dois novos roteiros oficiais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou as Leis 15.445 e 15.444, que criam, respectivamente, a Rota Turística da Fé, no Ceará, e a Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas. As iniciativas buscam fortalecer o turismo regional, estimular a economia local e ampliar o fluxo de visitantes em destinos históricos, culturais e religiosos do Nordeste.
As duas leis também são assinadas pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, e garantem que os roteiros possam receber apoio de programas federais voltados à estruturação, promoção e qualificação dos destinos.
Ceará ganha rota oficial dedicada ao turismo religioso
A Rota Turística da Fé reúne 13 municípios do Ceará conhecidos por romarias, santuários, igrejas históricas, monumentos religiosos e manifestações tradicionais da fé popular.
Além do turismo religioso, o roteiro também contempla atrações culturais, históricas e de aventura.
Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o segmento movimenta diversos setores da economia.
“O turismo religioso tem um potencial extraordinário, porque além de preservar e reconhecer a manifestação da fé dos brasileiros, movimenta a economia e gera emprego e renda para o nosso povo. Ganham os hotéis, os restaurantes, os guias de turismo, os pequenos negócios e o artesanato local.”
A nova rota reúne os seguintes municípios:
- Juazeiro do Norte
- Crato
- Barbalha
- Nova Olinda
- Santana do Cariri
- Campos Sales
- Russas
- Quixadá
- Canindé
- Redenção
- Baturité
- Caucaia
- Fortaleza
Entre os destaques do novo circuito turístico do Ceará estão:
- Estátua do Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, um dos maiores centros de romaria do país;
- Estátua de Nossa Senhora de Fátima, no Crato;
- Festa do Pau da Bandeira, em Barbalha, reconhecida pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil;
- Romaria da Menina Benigna, em Nova Olinda;
- Santuário Mariano Rainha do Sertão, em Quixadá;
- Estátua de São Francisco das Chagas, em Canindé;
- Mosteiro dos Jesuítas, em Baturité;
- Complexo de Santa Edwiges, em Caucaia;
- Santuário de Fátima, Seminário da Prainha e Catedral da Sé, em Fortaleza.
Alagoas também ganha circuito oficial de turismo histórico
A segunda lei sancionada cria a Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas, voltada principalmente ao turismo histórico, cultural, de natureza e de aventura.
O roteiro reúne cidades que preservam importantes patrimônios arquitetônicos e históricos ligados ao período colonial brasileiro.
Segundo Gustavo Feliciano, a nova rota permitirá ampliar a promoção desses destinos.
“Os sete municípios que fazem parte da rota guardam um patrimônio arquitetônico, material e imaterial riquíssimo. Agora, nosso papel é transformar esse potencial em mais visitantes, mais desenvolvimento e mais geração de emprego e renda.”
O circuito reúne sete cidades:
- Marechal Deodoro
- Penedo
- Piranhas
- Delmiro Gouveia
- União dos Palmares
- Porto Calvo
- Água Branca
O que visitar em cada destino
Cada município possui características próprias que ajudam a contar parte da história de Alagoas e do Brasil.
Entre os destaques estão:
- Marechal Deodoro, primeira capital de Alagoas, conhecida pelo conjunto arquitetônico colonial;
- Penedo, às margens do Rio São Francisco, com um dos maiores conjuntos históricos do Nordeste;
- Piranhas, importante porto fluvial durante os períodos Imperial e Republicano;
- Delmiro Gouveia, onde foi instalada a primeira hidrelétrica do Nordeste;
- União dos Palmares, que abriga a histórica Serra da Barriga, símbolo da resistência negra e do Quilombo dos Palmares;
- Porto Calvo, uma das cidades mais antigas do estado;
- Água Branca, marcada por construções históricas do sertão alagoano.
Com a oficialização das duas rotas, o Ministério do Turismo poderá apoiar ações de:
- promoção nacional e internacional dos destinos;
- melhoria da infraestrutura turística;
- qualificação dos serviços;
- fortalecimento dos pequenos negócios locais;
- planejamento integrado entre os municípios participantes.
A expectativa é que as duas rotas ampliem a circulação de turistas, fortaleçam a preservação do patrimônio histórico e religioso e impulsionem a economia regional por meio do turismo sustentável.
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