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Cinema e StreamingCrítica

Marinheiro das Montanhas | Karim Aïnouz entrega um FamilySearch poético

Por
Alvaro Tallarico
Última Atualização 19 de setembro de 2023
5 Min Leitura
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É possível perceber um pouco do prestígio de um cineasta na pré-estréia de algum filme seu. Na última segunda-feira (18/09), no Estação Net Gávea, estavam Fernanda Montenegro, Lázaro Ramos, Regina Cazé, Marjorie Estiano, e incontáveis artistas. Karim Aïnouz (“A Vida Invisível“) é um dos cineastas brasileiros mais famosos da atualidade e agora, ousadamente, lança duas obras ao mesmo tempo nos cinemas. A princípio, a convite da Sinny Assessoria, estive na pré do documentário “Marinheiro das Montanhas”, o qual, juntamente com “Nardjes A”, chega às telonas nacionais no dia 28 de setembro.

Inicialmente, “Marinheiro das Montanhas” é claramente o projeto mais pessoal e íntimo de Karim. Há belas cenas, como de praxe na carreira do cineasta, e muita poesia. Aïnouz se aventura pela Argélia, numa busca emocional e profunda, pela história de seu próprio pai, um homem cuja imagem só conhecia através de fotografias. O cineasta adentra nas próprias origens de Aïnouz, e traça um paralelo com todos nós, nessa coisa tão necessária de entendermos quem somos, de onve viemos, e o que nos molda.

“Marinheiro das Montanhas” tem muita cara e jeito de cinema experimental, e essa é uma de suas graças. A narração de Karim é sensível, enquanto resgata memórias, fala da mãe, sonha, imagina coisas e encontra outras. Dessa forma, faz com que o espectador refleta sobre suas próprias conexões familiares e suas raízes.

FamilySearch

Interessante que na pré-estréia, a convite da produção do evento, estava lá uma equipe do FamilySearch, uma organização sem fins lucrativos que oferece serviços de pesquisa genealógica e preservação de registros históricos. Aqueles que desejassem poderiam realizar uma pesquisa ali mesmo. E eu fiz. Encontrei minha tia-avó e aprendi mais sobre os Tallaricos espalhados por aí afora. Essa plataforma online permite que os usuários pesquisem registros históricos, construam árvores genealógicas, colaborem com outros pesquisadores e acessem uma coleção de informações sobre suas histórias familiares. Além disso, o FamilySearch promove a indexação de registros históricos e opera centros de história da família em todo o mundo, tornando-o uma valiosa ferramenta global para quem deseja explorar suas origens e genealogia de forma gratuita.

“É um filme íntimo, delicado e quase experimental, espero que o público embarque nele de corpo e alma”, declara Aïnouz, que está finalizando “Motel Destino”, no Ceará.

“Marinheiro das Montanhas” é uma pesquisa in loco de Karim. É tipo de diário de viagem filmado durante a primeira visita do cineasta à Argélia, país de nascimento de seu pai. O filme entrelaça registros da viagem, filmagens caseiras, fotografias de família, arquivos históricos e trechos de super-8. Assim, explora a história de amor dos pais do diretor, a Guerra de Independência Argelina, memórias de infância e os contrastes entre Cabília, uma região montanhosa no norte da Argélia, e Fortaleza, a cidade natal de Karim e de sua mãe, Iracema.

Afinal, a conhecida habilidade de Karim em contar histórias de forma cativante segue evidente ele acaba entregando um filme poético que toca o coração e a mente do espectador.

Por fim, a atriz Julia Stockler me disse, na saída do cinema:

“Achei lindo, acho que o Karim foi muito corajoso nesse filme porque colocou na tela o coração dele. Você vê que é uma declaração de amor ao tempo, à passagem do tempo, aos encontros e dos desencontros, e um resgate afetivo de uma história não vivida, pela ausência paterna. Fiquei muito encantada com o filme, sensível, tem a pegada dele que mistura poesia com o hoje. Parabéns, Karim.”

Por fim, leia mais:

Nosso Sonho | História de Claudinho e Buchecha vira bom filme nacional

Golda – A mulher de uma nação | Crítica

Crítica | ‘Retratos Fantasmas’ faz pensar sobre o tempo

Tags:argeliacritica marinheiro das montanhasjulia stocklerkarim ainouz
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Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ.
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