Monday, November 28, 2022

Crítica | ‘Avatar’ abre o caminho da água

Avatar (2009), de James Cameron, volta aos cinemas como um termômetro de expectativa para o segundo filme, e, claro, mostrar para quem não pôde ver na telona em 3D o porquê de sua importância. A proposta aparentemente deu certo, o longa foi a maior bilheteria mundial desse final de semana arrecadando US$ 30,5 milhões em ingressos. Mas será que esse sucesso se reverte para a continuação?

A evolução do 3D

O filme tem como seu maior chamariz os efeitos especiais e a imersão proporcionada pelo 3D nativo. Desde então o recurso tem sido usado à exaustão, e na maioria das vezes não sendo satisfatório. Isso nos afasta daquele encantamento que o filme de 2009 trouxe, aliado a isso tem o fato de que o 3D só funciona em toda sua potência em salas específicas como as com tecnologia IMAX. Contudo, mesmo vendo o filme nas condições ideais o impacto se perdeu um pouco.

Ainda temos o extraordinário mundo de Pandora e as poderosas máquinas humanas que juntos dão um espetáculo visual. As plantas e a atmosfera do planeta são exaltadas em uma fotografia muito bem elaborada. A anatomia dos animais e dos Na’vi são muito críveis, mesmo com algumas texturas datadas. Tudo isso dá o toque especial de Avatar, conhecer um mundo completamente novo, quando bem concebido, sempre vai encantar o público. Porém, apesar de criativo em seu conceito, o primeiro filme tem uma história muito básica e sem surpresas.

O homem branco salvador

Ao olhar para a história de Avatar ela não é nada inovadora e sujeita a críticas. Os Na’vi e sua relação com a natureza são a melhor coisa do filme e os humanos estão ali para estragar com tudo, em todos os sentidos. Os terráqueos são os grandes vilões invasores, querem explorar os minérios do planeta e para isso se infiltram entre os nativos para aprender sobre eles e expulsá-los de suas terras. Nada que a humanidade já não tenha feito incontáveis vezes.

Mas também é um militar e uma cientista brancos e americanos que vão salvar os “selvagens”. Esse é o ponto que enfraquece toda a ideia do filme, principalmente nos dias de hoje. Fica aquela sensação de incompatibilidade que tira muito da imersão e pode afastar da franquia. Sam Worthington, que faz o protagonista Jake Sully, atrapalha mais ainda com sua falta de carisma.

O futuro

Avatar: O Caminho da Água tem potencial para deixar esses problemas de roteiro para trás. Jake Sully e Neytiri terão três filhos biológicos e um jovem humano adotado, uma aventura com adolescentes pode trazer um frescor a trama de Na’vis contra humanos. O foco na tribo das águas também ajuda a explorar ainda mais Pandora. Somente o retorno de alguns personagens que morreram no primeiro filme que deixa algum receio.

Quanto ao 3D, pelos minutos exibidos do novo filme durante o relançamento do primeiro, não parece que teremos uma grande evolução. Pelo menos não quanto a coisas saindo da tela, é claro que na questão de profundidade do cenário isso pode ser diferente, mas não foi perceptível. Porém a qualidade das texturas dos elementos em CG certamente evoluiu muito e teremos um filme ainda mais bonito nas telas em dezembro. Que James Cameron nos surpreenda novamente.

Enfim, confira o teaser trailer de Avatar: O Caminho da Água:

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