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Crítica Nada Ortodoxa da Netflix.
CríticaLiteratura e HQSéries

Nada Ortodoxa e a liberdade | Netflix

Por Alvaro Tallarico
Última Atualização 18 de março de 2023
3 Min Leitura
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divulgação: Netflix
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Liberdade é talvez a palavra mais linda do mundo e Nada Ortodoxa fala sobre isso. Essa palavra talvez seja até mais forte do que outra: amor. Porque o amor carece de liberdade. Andar por aí, abraçar, beijar, namorar. Ah, a liberdade é linda, mas, claro, não vem sozinha, se o amor carece de liberdade, a liberdade carece de responsabilidade. Ou não? Seria liberdade algo oposto a responsabilidade? Nessa minissérie da Netflix,  uma jovem de 19 anos sai de Nova Iorque, do meio de uma comunidade judaica ortodoxa, e foge para Berlim.

E, convenhamos, Berlim hoje é possivelmente uma das capitais da liberdade. É uma cidade cosmopolita de vanguarda que mistura cultura com uma forte cena alternativa. Ecleticamente rica, é nessa Berlim que a  jovem Esther cai. Ela ganha vida pela ótima atuação da atriz Shira Haas, numa mescla de coragem, insegurança e o olhar da descoberta, de si mesma e de tudo o que a vida pode oferecer. É deveras romântico, mas, calma, não é aquele romantismo do século XIX, apesar de que a individualidade aqui é exaltada. Como é gostoso encontrar a sua própria individualidade, algo que não acontece instantaneamente, e sim aos poucos. E às vezes é necessário um distanciamento.

Epiphany

Nada Ortodoxa mostra tudo isso de uma forma realista e emocionante. Ao mesmo tempo que conhecemos melhor a cultura ortodoxa judaica, nos conectamos com as dúvidas e o sofrimento de Esther. Além disso, é tudo baseado na história verdadeira de Deborah Feldman, uma escritora que cresceu como parte da comunidade Hasidic Satmar em Williamsburg, Brooklyn, contudo, depois deixou o marido e a comunidade. A autobiografia de Feldman, Unorthodox: The Scandalous Rejection of My Hasidic Roots, foi publicada em 2012, mas essa minissérie de quatro episódios utiliza muitas liberdades criativas, como a viagem para Berlim, os amigos que surgem, etc.

Para ser quem você é, há a necessidade de buscar, ir além do que se vê, deixar a zona de conforto para trás. Todavia, isso só é possível quando existe a liberdade. Uma das maiores ferramentas dessa tal liberdade é a arte, que surge também nesse série, como uma tábua de salvação, uma janela na cela, um grito de autonomia e independência. Sim, reitero que essa vantagem, essa possibilidade, traz responsabilidade, muita. Mas é uma responsabilidade saborosa que aguça o paladar, umas vezes amarga, em outras, doce. A vida que você quer, requer escolhas, e cada escolha é uma renúncia. Liberdade é poder renunciar e seguir o caminho que sua bússola pessoal mostra, alcançando, em simples gestos, a epifania.

Afinal, veja o trailer:

https://www.youtube.com/watch?v=iWMAXxa_Hu8

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Jornalista especializado em Jornalismo Cultural pela UERJ.
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